Ir.: José Dias de OliveiraDesde a mais remota antigüidade, os homens buscavam a verdade, mas nem todos tinham as condições espirituais ou intelectuais para encontrá-la. E se encontrassem, saberiam como usá-la? Daí surgiram os Mistérios, nos quais os adeptos eram selecionados através de duras provas, e poucos eram admitidos para receber a luz da sabedoria que os levaria à verdade.
A Tradição mostra que em todas as religiões se ocultavam ensinamentos profundos, e só aqueles que se mostrassem dignos de conhecê-los o conseguiriam. Jesus tinha um pequeno número de discípulos aos quais confiava seus segredos. Ele sempre falava por parábolas para revelar a verdade. São João Evangelista afirma que o Logos é a luz da vida e, também, a luz da verdade, oposto às trevas do erro: “A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1-17).
A maçonaria, fiel à Tradição, apesar de não ser mais secreta – pois não tem nenhum segredo a ser guardado, guarda tão somente dos olhares as coisas sensíveis da vida, contidas nos ensinamentos que seus instrumentos transmitem, levando o homem à retidão, à justiça, ao amor pelo próximo, à fraternidade, o que deve ser uma constante entre todos na busca de um mundo melhor.
Todos os maçons trilham caminhos diferentes para um único fim: a busca da verdade – não a verdade absoluta, que só a Deus pertence. É um trabalho árduo, pois cada homem tem de pedir ao seu espírito, a sua pedra, para que possa utilizar a verdade na construção do seu templo interior e adorná-lo com todo amor para receber condignamene o GADU.
Como a luz do sol, a verdade é sentida e não precisa ser demonstrada. Não é preciso provar aos homens que o sol brilha e aquece. Se eles não o vêem é porque estão cegos, se não o sentem é porque estão mortos.
Publicado originalmente no Informativo De Molay nº 10, edição de abril de 2004.