sábado, 17 de julho de 2010

JACQUES DE MOLAY - Parte 1

Ir.: Altivo Tavares de Souza Filho

Entre as numerosas seções pertencentes à Grande Fraternidade Universal (denominada sempre Fraternidade Branca por causa de suas vestes brancas), há um grupo que foi célebre na história do mundo: Os Templários. Há 672 anos foi executado no Átrio da Igreja de Notre Dame, de Paris o último Grande Mestre dos Templários, Jacques De Molay. Para ser mais exato, esta execução ocorreu em 19 de março de 1313, o que marcou também a morte da Ordem dos Templários.

É absolutamente certo que os Templários e Franco-Maçons mantiveram estreitas relações durante a época medieval. Após a destruição da Ordem dos Templários, houve quem afirmasse terem alguns Templários escapados ao massacre. Muitos irmãos se refugiaram na Escócia, perto de Heredon, onde foram acolhidos com alegria pelos Cavaleiros de Santo André du Chardon.

Em nossos dias o Rito Escocês Retificado alega que os Templários criaram este Rito Maçônico em Heredon, por volta de 1340. Segundo outros relatos, o rei escocês Bruce teria acolhido na sua Corte os Templários fugidos, e em homenagem a eles, fundado a Ordem do Chardon, em 1313. Existe uma lenda que liga os Templários aos Franco-Maçons que diz: após a catástrofe, o Grande Mestre Provincial Guy D’Auvergne fugiu com dois comendadores e cinco cavaleiros. Para não serem reconhecidos, disfarçaram-se de obreiros maçons e refugiaram-se numa ilha escocesa encontrando ali muitos irmãos, com os quais resolveram continuar a Ordem. Realizaram no dia de São João, em 1313, um Capítulo, nomearam um Grande Mestre, selando com isto a continuidade da Ordem. Para subtraírem-se às perseguições tomaram de empréstimos os símbolos da arte na Maçonaria e denominaram-se Maçons Livres. (continua)

Trabalho apresentado na Augusta e Respeitável Loja Simbólica De Molay 38 nº 81 em 5 de julho de 1985.