Quando é iniciado, o Maçom faz um juramento de freqüentar a sua Loja, mas faz também um juramento de se unir aos Irmãos na luta de fazer feliz a humanidade. Para todos nós, é evidente que a Maçonaria é uma escola de vida, uma universidade onde lapidamos a nossa pedra bruta. [...] O Maçom é um eterno aluno e sua escola é a vida vivida entre Irmãos e profanos; sua universidade é toda a realidade social com suas engrenagens, desafios e urgências.
A Maçonaria compõe-se de três elementos: o iniciático, o fraternal e o humano, o que resulta da Maçonaria ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura. A Maçonaria gira em torno da tolerância e da luta por um dia melhor. Ela proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo. Assim a Maçonaria é acessível a todos os homens de todas as classes e crenças religiosas, unidos no combate à ignorância, aos preconceitos e, acima de tudo, na luta pela justiça e pelo respeito às leis do nosso País.
Um profano é iniciado em nossa sacrossanta Instituição e a ele são dados os primeiros ensinamentos como Aprendiz e como Companheiro. Ele tem o grande sonho de ser um Mestre e com sua plenitude ser um Mestre Instalado, ou seja, um dirigente que, voltando ao primeiro grau de um verdadeiro Aprendiz, irá procurar transmitir àqueles que serão iniciados tudo o que absorveu durante sua trajetória na Maçonaria. Quando um Maçom alcança o grau de Mestre é a consagração da firmeza do caráter, a sua continuidade na luta para o bem da humanidade e para a união de todos aqueles reconhecidos como seus Irmãos.
Uma potência maçônica só é reconhecida quando suas Lojas espalhadas por todos os cantos trabalham unidas para o bem da humanidade. Assim, a cada ano as Lojas pertencentes à Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro elegem um novo dirigente, um novo Venerável Mestre.
Um verdadeiro Mestre sempre fará perguntas decisivas. Quem traçará a genealogia das encarnações? Quem saberá da sua integração na humanidade redimida pela Graça do Criador, como um único e só Ser? Quem dará continuidade a tudo que aprendemos em nossa Instituição? A resposta: o tempo, a fraternidade, a luta, enfim, a Maçonaria dará as respostas. Ela tem o poder de unir homens aparentemente divididos, desiguais. Ela transforma o indivíduo em fraternidade, o eu em nós, o egoísmo em solidariedade, o profano em sagrado.
Publicado originalmente na Gazeta do Maçom/GLMERJ, edição maio/junho de 2007.
domingo, 15 de julho de 2007
UMA PONTE ENTRE A FORÇA E A UNIÃO
Uma ponte entre a força e a união
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LOJA MAÇÔNICA DE MOLAY 38 N.º 81