As Sete EspéciesIr.: Hélio Luiz da Costa
"Pois o Senhor teu D'us apresentar-te-á uma boa terra:[...] uma terra de trigo, cevada, uvas, figos e romãs: uma terra de oliveiras que emanam azeite, tâmara e mel." (Deuteronômio, 8 - 7,8)
Os sábios contavam que, originalmente, todas as árvores tinham frutos. Uma árvore sem frutos era sintoma de um mundo imperfeito. O fruto era a maior realização de uma árvore. Segunda a Torá, sete eram os frutos e os grãos que coroavam a colheita humana como exemplar da fertilidade da Terra Santa: o trigo, a cevada, as uvas, os figos, as azeitonas, as tâmaras e as romãs. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do Ano Novo. Como já foi dito, quando os judeus abandonaram o Egito, eles trouxeram mudas de romãzeiras, figueiras e videiras. Vejamos, então:
TRIGO E CEVADA: são dois grãos dentre as Sete Espécies. Representam a "matéria-prima" de nossa composição interior. Depois destes vêm os cinco frutos, que adicionam sabor e estímulo ao nosso esforço básico de desenvolver nossas almas.
UVA: possui a capacidade de transformar-se em diferentes tipos de alimentos (passas) e bebidas (vinho), da mesma forma como cada um possui o potencial de satisfação. Uma vida sem alegria é uma vida superficial, diziam os mestres cabalistas. A uva representa o elemento de júbilo em nossa vida, a alegria que adiciona profundidade, cor, prazer e intensidade a tudo que fazemos.
FIGO: ao contrário de outras árvores frutíferas, o figo não cresce a partir de uma flor, mas contém a flor dentro de si. O fruto é, na verdade, um apêndice carnoso repleto de minúsculas flores, que mais tarde se tornam sementes.
ROMÃ: as romãs são frutos com muitas divisões. cada uma das centenas de suas sementes está envolta em sua própria polpa, separada das outras por uma dura membrana. Do mesmo modo, é possível que uma pessoa pratique boas ações - inúmeras boas ações - e ainda assim, estas constituam atos isolados, com pouco ou nenhum efeito sobre a sua natureza e caráter. A romã é não somente um modelo para algo que contém muitos detalhes. O simbolismo cabalístico fala também do paradoxo de como um indivíduo pode ser "vazio" e, ao mesmo tempo, estar "repleto de boas ações como uma romã". Ele pode possuir muitas virtudes, mas mesmo assim permanece moral e espiritualmente superficial. Se a figueira representa nossa capacidade para envolvimento total e identificação com aquilo que fazemos, a romã é a antítese do figo, representando nossa capacidade de superar a nós mesmos e agir de maneira a ultrapassar nosso estado espiritual interior. É nossa capacidade de fazer e conseguir coisas que são totalmente incompatíveis com quem e o que somos no momento atual. Por isso, para o judeu a romã é signo da hipocrisia em sua forma mais nobre: a recusa de se reconciliar com a estação moral e espiritual conforme definida pela condição atual de cada personalidade.
AZEITONA: fornece o melhor óleo quando o fruto é esmagado. O azeite flutua sobre outros líquidos. A oliveira em nós é aquela parte que se esforça na luta.
TÂMARA: é freqüentemente uma metáfora para a retidão, pois a tamareira é alta, frutífera e impenetrável à mudança de ventos, assim como devemos ser.
"Seus lábios são como um fio de escarlate", exaltou Salomão em sua celebração do amor entre o Noivo Divino e Sua Noiva Israel. "Sua boca é graciosa: sua face é como um pedaço de romã debaixo do teu véu". (Cântico dos Cânticos 4:3).
No Talmud, a alegoria da romã expressa uma dura verdade: "Mesmo os vazios de coração e cheios de defeitos estão repletos de boas ações, como uma romã [está repleta de sementes]".
Concluindo: a granada - a mortífera arma de guerra - foi inventada no século XVII. Era uma simples ampola cheia de pólvora e pedacinhos de ferro em seu interior para rebentar entre as fileiras inimigas. Ironicamente, o seu nome deveu ao fato de que os pedacinhos de ferros internos parecerem com as sementes da romã. Etimologicamente, "granada", do francês "grenade", ou do latim "granata", significa romã.
TRIGO E CEVADA: são dois grãos dentre as Sete Espécies. Representam a "matéria-prima" de nossa composição interior. Depois destes vêm os cinco frutos, que adicionam sabor e estímulo ao nosso esforço básico de desenvolver nossas almas.
UVA: possui a capacidade de transformar-se em diferentes tipos de alimentos (passas) e bebidas (vinho), da mesma forma como cada um possui o potencial de satisfação. Uma vida sem alegria é uma vida superficial, diziam os mestres cabalistas. A uva representa o elemento de júbilo em nossa vida, a alegria que adiciona profundidade, cor, prazer e intensidade a tudo que fazemos.
FIGO: ao contrário de outras árvores frutíferas, o figo não cresce a partir de uma flor, mas contém a flor dentro de si. O fruto é, na verdade, um apêndice carnoso repleto de minúsculas flores, que mais tarde se tornam sementes.
ROMÃ: as romãs são frutos com muitas divisões. cada uma das centenas de suas sementes está envolta em sua própria polpa, separada das outras por uma dura membrana. Do mesmo modo, é possível que uma pessoa pratique boas ações - inúmeras boas ações - e ainda assim, estas constituam atos isolados, com pouco ou nenhum efeito sobre a sua natureza e caráter. A romã é não somente um modelo para algo que contém muitos detalhes. O simbolismo cabalístico fala também do paradoxo de como um indivíduo pode ser "vazio" e, ao mesmo tempo, estar "repleto de boas ações como uma romã". Ele pode possuir muitas virtudes, mas mesmo assim permanece moral e espiritualmente superficial. Se a figueira representa nossa capacidade para envolvimento total e identificação com aquilo que fazemos, a romã é a antítese do figo, representando nossa capacidade de superar a nós mesmos e agir de maneira a ultrapassar nosso estado espiritual interior. É nossa capacidade de fazer e conseguir coisas que são totalmente incompatíveis com quem e o que somos no momento atual. Por isso, para o judeu a romã é signo da hipocrisia em sua forma mais nobre: a recusa de se reconciliar com a estação moral e espiritual conforme definida pela condição atual de cada personalidade.
AZEITONA: fornece o melhor óleo quando o fruto é esmagado. O azeite flutua sobre outros líquidos. A oliveira em nós é aquela parte que se esforça na luta.
TÂMARA: é freqüentemente uma metáfora para a retidão, pois a tamareira é alta, frutífera e impenetrável à mudança de ventos, assim como devemos ser.
"Seus lábios são como um fio de escarlate", exaltou Salomão em sua celebração do amor entre o Noivo Divino e Sua Noiva Israel. "Sua boca é graciosa: sua face é como um pedaço de romã debaixo do teu véu". (Cântico dos Cânticos 4:3).
No Talmud, a alegoria da romã expressa uma dura verdade: "Mesmo os vazios de coração e cheios de defeitos estão repletos de boas ações, como uma romã [está repleta de sementes]".
Concluindo: a granada - a mortífera arma de guerra - foi inventada no século XVII. Era uma simples ampola cheia de pólvora e pedacinhos de ferro em seu interior para rebentar entre as fileiras inimigas. Ironicamente, o seu nome deveu ao fato de que os pedacinhos de ferros internos parecerem com as sementes da romã. Etimologicamente, "granada", do francês "grenade", ou do latim "granata", significa romã.