
Rui Barbosa sabiamente dizia que: "Há aqueles que plantam sementes de couve para comer amanhã e há outros que plantam a bolota da peroba para dar um abrigo ao resto de nossas vidas". A Maçonaria do século XXI necessita dos dois.
Frederico Guilherme Costa, em seu Trabalho "A Influência dos Símbolos dos povos Antigos na Maçonaria Atual" diz que, "somos homens virtuosos, amantes da sabedoria e "dependentes" da moral subjetiva, fruto da Iniciação, em contraposição ao objetivismo que, longe de colocar a força como última instância para solução dos conflitos morais, procura estimulá-la para a solução dos conflitos sociais". Mais adiante acrescenta o referido autor, "possuímos características dinâmicas, edificantes e progressistas, tudo muito similar com o significado simbólico das antigas ferramentas, acessórios indispensáveis do construtor e do livre pensador".
A Arte é uma Oficina Social trabalhando para a felicidade deste planeta. Se, no passado, levantamos Templos ao Senhor, hoje levantamos Templos à virtude, com o auxílio dos mesmos instrumentos morais que nos estão ajudando a forjar um novo homem; pleno de desejos, para cavar, definitivamente, masmorras aos verdadeiros inimigos da ética maçônica: a hipocrisia, a falsidade e a soberba.
Em uma passagem do catecismo maçônico para iniciantes na Ordem, Antônio do Carmo Ferreira, ressalta que, "tal passagem diz respeito à tecnologia, ao futuro e aos Obreiros da Arte Real, pois o progresso, conforme ensina o ritual, impõe maiores cuidados na preparação de futuros cidadãos, não bastando habilitar o individuo somente para o trabalho, que é um dever social. É preciso dar-lhes uma função moral e cívica adequada às novas conquistas da técnica e aos novos caminhos abertos pela ciência e pelas artes".
Acrescenta ainda Antonio do Carmo Ferreira que, "tanto mais adiantado o homem, quanto mais pode haurir dos segredos da natureza, se empregar suas descobertas em benefício desta e da humanidade. Que beleza encerra esta visão maçônica! A ótica do homem fraternal. A colocação do saber à disposição da prática do amor ao próximo!"
Este é o grande desafio da inteligência humana, para o século que estamos iniciando, isto é, consolidar o que de bom já foi desenvolvido e avançar em busca de novas fronteiras, sem esquecer, contudo, de que "o homem será sempre a melhor medida".
Eis a grande missão para o século XXI.
Trabalho de autoria do Ir.: Aristeu Augusto Mattos Neto, da ARLS Dous de Dezembro nº 52, Oriente do Rio de Janeiro - RJ.
Colaboração do Ir.: Hélio Luiz da Costa em 7 de maio de 2008.