“Não há bem que sempre dure e nem mal que nunca se acabe...” Este dito popular nos leva a refletir sobre como nas nossas vidas nada é de- finitivo. Na nossa “ca- minhada” todos nós es- tamos sujeitos a altos e baixos, erros e acertos, vitórias e fracassos...A ampulheta, ao marcar o tempo por intermédio da transferência de are- ia de um compartimen- to para o outro nos per- mite associar este pro- cesso aos ciclos a que nossas vidas estão sujeitas. Todos nós já deparamos com situações que acreditávamos insolúveis e que acabaram se solucionando natu- ralmente. Todos nós já tivemos certeza absoluta sobre um determi- nado assunto e mais tarde percebemos que estávamos redondamen- te enganados.
Com o passar do tempo, em função das experiências vividas, adqui- rimos a certeza de que, no que se refere à vida, somos eternos a- prendizes e desta forma é imperativo que estejamos permanente- mente preparados para rever os nossos conceitos, pois somente desta forma aproveitaremos a oportunidade que a vida nos oferece de podermos estar em permanente processo de renovação. Assim, como podemos perceber, o tempo passa e a areia da ampulheta, depois de iniciada sua trajetória, escoa tão rapidamente que por vezes nem percebemos o andamento deste processo.
Em nossas trajetórias neste mundo, vivemos em busca da felici- dade. Mas por vezes nesta busca, perdemos até a alegria de viver quando não conseguimos alcançar os objetivos almejados. E enquan- to isso a areia vai escoando... Devemos procurar pela felicidade com alegria, a despeito das agruras que encontremos pelo caminho, para que possamos transpor os obstáculos com tranqüilidade cientes que a areia continua escoando... Os obstáculos do cotidiano, mesmo os mais terríveis, o tempo nos ajudará a transpor ou suportar, afinal estamos aqui para aprender, superar e crescer. Não se esqueça que a areia continua escoando... A vida sem luta, sem batalhas, sem trabalho, sem perdas e ganhos, seria por demais estéril e monótona, pois não há melhor prêmio do que, com esforço e perseverança, atingir os nossos objetivos. E ainda assim, a areia continua a escoar...
Como vemos, depois de iniciado o seu processo de transferência, a areia não pára, seja nos maus ou nos bons momentos de nossas vidas e que, após a passagem de seu último grão, possamos ir ao encontro do G.:A.:D.:U.: com a certeza de que, ao colocar em prática suas designações, contribuímos para a obtenção de um mundo mais justo e fraterno.
DEUS, pai zeloso que é, nos dá inteligência, sabedoria e discerni- mento, para que cada um passe o período de sua ampulheta da me- lhor maneira possível e que mesmo nas situações mais difíceis, tenhamos a certeza de que ELE está conosco nos municiando com os meios necessários para o combate.
Vemos na Maçonaria, com seus ensinamentos altruístas, a espada que utilizaremos na defesa própria e na daqueles que dela necessi- tem, procurando fazer desta forma com que este mundo, um dia, seja melhor para todos e não somente para alguns.
Que a espada maçônica, sempre forjada no mais nobre metal, esteja sempre pronta para defender os mais nobres ideais, sejam eles maçônicos ou não, e que no decorrer do escoamento da nossa areia, possamos utilizá-la de forma implacável contra todas as injustiças. Que assim seja.
Pr.: de autoria dos IIr.: Anderson da Silva Freitas, Mário Sérgio Dias Silva e Valter José Pereira da Silva.