sexta-feira, 23 de abril de 2010

União, pureza e abundância dentro da Maçonaria

Pelo Ir.: Luiz Kling, C.: M.:

A união permeia todo o ideal maçônico desde o simbólico painel mosaico, o encontro do preto e do branco, a unidade dos opostos que devemos buscar sempre em nossos afazeres e aspirações; quando nos unimos, de mãos e espíritos dados em uma cadeia de união, pedindo por aqueles que necessitam, sem querer nada em troca, senão o restabelecimento dos mesmos, estamos praticando uma verdadeira união de almas no caminho da evolução do nosso atma a caminho do criador, atuando como um único e poderoso corpo divino a serviço do Grande Arquiteto do Universo.

Quando, nos trabalhos da loja, algum irmão levanta a voz para informar os problemas enfrentados por outro irmão, imediatamente uma cadeia de forças é lançada na direção do mesmo em todos os planos possíveis. Quando agimos dentro desse espírito de unidade, estamos atuando na maior pureza de alma, sem mercadejar com a divindade, não querendo nada em troca em termos materiais e exercendo o legado divino de filhos da luz, prontos para agir, todos juntos, de forma uníssona, afinados com o criador.

A abundância é marcante na maçonaria. Em seu simbolismo, ela é relacionada a romã, que enfeita os portais do templo, num duplo efeito de união e abundância, pois desde os primórdios da espécie humana, quanto mais unidos fôssemos , mais abundantes seríamos. Se, do ponto de vista material, essa máxima é correta, que dirá do ponto de vista espiritual.

Quando plasmamos uma egrégora de união, pureza e abundância dentro de nossos templos, nos transformamos em uma usina de forças espirituais, com um poder que não pode ser medido pela ciência humana, mas que pode ser sentido materialmente por todas as bênçãos que a loja e seus membros recebem em suas vidas, quando se afinam com as notas emanadas pelo diapasão divino.

Pois não basta para nós "estarmos "maçons", vestidos por fora, com todo o aparato, mas por dentro. Com uma nota desafinada com a egrégora espiritual de união e pureza, por certo, não participaremos da abundância. "Que o mundo não julgue que viemos aqui trabalhar inutilmente, gastando em vão as nossas forças".