Colaboração do Ir.: Anderson Freitas, M.:M.: em 6 de junho de 2012
Sheol é um lugar de “vazio” que tem suas origens na Bíblia
Hebraica (ou Talmude).
"Os antigos Hebreus não tinha idéia de uma alma imortal
tendo uma vida completa além da vida, nem de nenhuma ressurreição ou retorno da
morte. Seres humanos, como os animais do campo, são feitos de “pó da terra” e
na morte eles retornam ao pó (Gênesis 2:7; 3:19).
A palavra hebraica Alma (Nephesh, Psyche), tradicionalmente traduzida por “alma viva”, mas mais adequadamente compreendida como “criatura vivente” é a mesma para todas as criaturas viventes e nãos e refere a nada imortal... Todos os mortos descem ao Sheol, e lá eles jazem no sono juntos. Seja bom ou mau, rico ou pobre, escravo ou liberto (Jó 3:11-19). Ele é descrito como uma região “escura e profunda", "a cova," e "a terra do esquecimento", a interrupção da vida (Salmos 6:5; 88:3-12).
A palavra hebraica Alma (Nephesh, Psyche), tradicionalmente traduzida por “alma viva”, mas mais adequadamente compreendida como “criatura vivente” é a mesma para todas as criaturas viventes e nãos e refere a nada imortal... Todos os mortos descem ao Sheol, e lá eles jazem no sono juntos. Seja bom ou mau, rico ou pobre, escravo ou liberto (Jó 3:11-19). Ele é descrito como uma região “escura e profunda", "a cova," e "a terra do esquecimento", a interrupção da vida (Salmos 6:5; 88:3-12).
Embora em alguns textos o poder de Javé possa alcançar o
Sheol (Salmos 139:8), a idéia dominante é a de que os mortos são abandonados
para sempre. Essa idéia do Sheol é negativa em contraste com o mundo da vida e
da luz acima, mas não há noção de julgamento ou recompensa e punição. Se se
encara situações extremas de sofrimento no mundo dos vivos acima, como
aconteceu com Jó, o Sheol pode ser visto como um alívio bem-vindo à dor - basta
ver o terceiro capítulo de Jó. Mas, basicamente, ele é um tipo de “nada”, uma
existência que é praticamente uma inexistência, na qual a sombra do antigo ser
próprio sobrevive. (Salmos 88:10)."
Harris partilha observações similares em seu “Compreendendo
a Bíblia”: “o conceito de punição eterna não ocorre na Bíblia Hebraica, que usa
o termo Sheol para se dignar uma estreita região subterrânea onde os mortos,
bons e maus, subsistem apenas como sombras impotentes. Quando os escribas
judeus helenistas traduziram a Bíblia para o grego, eles usaram o termo “hades”
para traduzir Sheol, trazendo uma associação mitológica completamente nova à
idéia de existência póstuma. Nos mitos da Grécia Antiga, o Hades, nomeado a
partir da deidade sombria que o reinava, era originalmente similar ao Sheol
hebraico, um submundo escuro no qual todos os mortos, a despeito do mérito
individual, eram indiscriminadamente colocados." Enquanto alguns crentes da Bíblia acreditam
que ela contenha uma doutrina do Inferno (a despeito do que eles possam pensar
sobre a natureza do Inferno), as visões típicas de Harris e estudiosos
histórico-críticos da Bíblia é que a doutrina muda pelo Livro, de acordo com a
época que refletem.
