Pelo Ir:. Rodrigo Fonseca dos Santos, A.:M.:
O S.: e a L.:, presentes em cada lado da parede do Or.: e
tendo entre eles o trono do V.:M.:, destacados também no Painel de
A.:M.:, sempre foram alvos de diversos estudos maçônicos.
Desde os mais remotos tempos, o S.: é considerado o símbolo
da Luz. Para a Maçonaria a Luz é a do Conhecimento, do esclarecimento mental e
intelectual. O S.: está presente no painel do Or.:, ao lado do D.:, do
lado em que fica o Orad.:, pois na correspondência cósmica dos cargos em Loj.:, o
Orad.: simboliza o S.:, pois dele emana a Luz, como Guardião da L.:. O S.: também deve estar presente na decoração do T.:, no teto, mostrando a Luz que
vem do Or.:.
A L.:, cultuada desde a mais remota antiguidade como a mãe
universal, o princípio feminino que fertiliza todas as coisas, representa a
alma. Suas forças são de caráter magnético e, portanto, opostas às do S.:, que
possuem caráter elétrico. Está presente no painel do Or.:, junto com o S.:,
ladeando o D.: do lado em que fica o Secr.:, já que o titular desse
cargo, na correspondência cósmica dos cargos em Loja, representa a L.: porque
ele reflete, nas atas, a luz que vem do Orad.:, a personificação do S.:. A L.: também deve estar representada na parte Oc.: do teto dos TTemp.:, em meio
às trevas, em oposição ao S.:, que está no Or.:, para mostrar a escalada
iniciática do Obr.:, das trevas em direção à Luz.
O S.: é o vitalizador essencial, possuidor de uma generosa
fecundidade. Sem ele não existiríamos. O S.:, sendo entendido como fonte de
vida, passa a ser, automaticamente, a majestade, a luz principal, a fonte de
todo o conhecimento e saber, o símbolo da espiritualidade, o ponto central de
todas as coisas.
A L.:, sendo o reflexo do S.:, também representa a saúde,
pois, recebe e reflete os raios do S.:. Nos painéis simbólicos ou alegóricos
dos ritos vê-se o S.: e a L.: e as eestr.: de interesse maçônico. Em certos
rituais está escrito que os OObbr.: devem circular em Loj.: como a Terra em
torno do Sol.
O curso do S.: durante o dia está muito bem lembrado nos
rituais de todos os ritos praticados no Brasil porque os trabalhos sempre são
abertos simbolicamente ao m.:d.: e terminam à m.:n.:. Nos ritos em que o
S.: é mencionado, ele é representado pelo Ven.:, como o S.: nascente, ao
m.:d.:, quando está no zênite, pelo Seg.:Vig.: e quando está no poente
ou acaso pelo Pr.:Vig.:. No final no fechamento da Loj.: o Seg.:Vig.: informa que é m.:n.:, que é hora de descanso hora em que o S.: está no nadir, portanto hora do Pr.:Vig.: anunciar que o S.: se
esconde no Oc. devendo, portanto fechar a Loj.: por ordem do Ven.:.
BIBLIOGRAFIA:
GLMERJ – Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro; Ritual do Aprendiz Maçom Grau I – R.:
E.: A.: A.: - 1995
LEADBEATER, C.W.. A Vida Oculta na Maçonaria, Editora
Pensamento, 1928 (2.ª Ed.-Tradução)
