sábado, 20 de junho de 2015

A Palavra do Venerável Mestre

Amados e Queridos Irmãos,

Concluímos nossa gestão com profunda gratidão a todos os Obreiros. Nossas realizações só foram possíveis a partir da confiança, dedicação e responsabilidade de cada Irmão. No transcurso da nossa Administração, cada Irmão - Aprendiz, Companheiro e Mestre - contribuiu efetivamente com a sua parcela de Luz. As sombras com as quais por vezes nos deparamos provaram tão somente que o desbaste da Pedra Bruta jamais será uma abstração. Na realidade, esse desbaste é o que nos conduz à Unidade com o Sagrado Arquiteto, que nos abre os olhos da mente e purifica o nosso coração, pois que essa Unidade fortalece cada consciência somente no tempo justo e perfeito do seu aprendizado. Em Loja, a união e a cooperação são fatores indispensáveis. Com efeito, a união implica concentração de força vital e magnética contra as correntes hostis do egocentrismo, da vaidade e da presunção que por vezes nos arrebatam. A cooperação em sua manifestação mais profunda precisa ser de fato o prumo dos nossos sentimentos, palavras e pensamentos. Se não somos capazes de perceber a união e a cooperação como fatores indispensáveis na prática maçônica, isso significa que ainda não atingimos o tempo justo e perfeito do nosso aprendizado em Loja.

O Trono de Salomão brilha quando de fato se concretiza a nossa instalação no plano interno do nosso Ser. A Suprema Sabedoria abre espaço no nosso coração e na nossa mente, quando constatamos que o Venerável Mestre é uma dimensão existente em todo Obreiro. É Luz que se faz notar a partir da sombra que naturalmente a luz produz. Do Trono Sagrado pode o Obreiro aproximar-se tão somente com verdadeira discrição e simplicidade, com verdadeiro afeto e firmeza. Em essência, cada Obreiro é simultaneamente Venerável Mestre e Templo. E quando o Irmão se mantém fiel ao ideal maçônico de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ele consegue enxergar a si mesmo como tal e estabelece laços fortes com os demais em prol daquele ideal. De posse do malhete, o exercício é reconhecer claramente que o egoísmo tem que ser substituído pelo altruísmo, a discórdia pela harmonia, a fraqueza pela força. É um exercício necessário a cada nova Administração, que nos ajuda a manter o controle mental diante dos acontecimentos da vida diária e que reforça a nossa crença no Poder Absoluto que é o Grande Arquiteto do Universo. Assim, findamos o nosso Veneralato com a forte convicção de que a Loja é uma entidade viva que molda a si mesma por nosso intermédio, com as nossas parcelas de luz e sombra, e que nos faz amadurecer no tempo certo para que melhor compreendamos o sentido dos nossos sentimentos, palavras e pensamentos – o sentido da nossa existência.

Roberto Carlos de Paula, V.'.M.'.