quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O TABERNÁCULO - 1ª parte

Ir.: Marco Antonio Lenz

Após Moisés receber o Decálogo de Jeová, no Monte Sinai, e o “Livro do Concerto” com todas as Leis nele contidas, estava pronta boa parte da tarefa de organização nacional, mas muito ainda restava ser feito. Mas,de que serviriam, as Leis se não fossem praticadas? O perfeito funcionamento de toda a maravilhosa legislação mosaica dependia do estabelecimento do centro do culto, que seria o Tabernáculo.

Para o sustento da vida religiosa do povo, fazia-se necessário o estabelecimento do ritual sobre as coisas santas, as pessoas santas, bem como maneiras de oferecer os sacrifícios. Este ritual bastante objetivo, teria maior significado que todas as palavras escritas na Lei, que eram um grande apelo à inteligência, mas a incultura do povo não permitia que fossem bem entendidas e assimiladas. Era necessário alguma coisa material que ensinasse as verdades da Lei escrita, e nada mais instrutivo do que o elaborado culto do Tabernáculo. Além disto, assim como todos os povos tinham um lugar onde adoravam seus deuses, também convinha que em Israel existisse um lugar que atraísse todos os israelitas. Um lugar que não pertencesse nem ao Norte e nem ao Sul do País, mas a todos indistintamente.

O Tabernáculo foi o principal centro da vida nacional enquanto esteve a serviço do povo de Israel. Moisés permaneceu no Monte Sinai por quarenta dias e quarenta noites recebendo orientações de Jeová para a construção do Tabernáculo. Ao descer do monte, Moisés falou aos filhos de Israel, sobre a construção do Santuário, e pediu que o povo trouxesse as “ofertas” que seriam necessárias para a construção do Tabernáculo, segundo o modelo mostrado a ele pelo Senhor.

Tabernáculo significa morada, habitação, casa. Era o lugar da habitação divina no meio do povo. O Tabernáculo era designado de várias maneiras, à saber: “Casa de Deus”, “Tenda da Revelação”, “Tenda da Congregação”, “Tabernáculo do Testemunho”. Era, em todo sentido, o lugar onde Deus encontrava o seu povo e com ele comungava. Deus morava no Tabernáculo. Também pôr essa razão, esse Templo portátil era sempre erguido no meio do acampamento. Essa era uma exigência solene: Deus seria o centro da vida de seu povo. (continua)

Publicado originalmente no Bourguinhon nº 13, edição de julho de 2004.