quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS - 2ª parte

Ir.: Francisco Carlos de Paula

Tudo ocorre em obediência a regra maior: tempo e ritmo. A Gênese atesta isto quando relata os 7 dias da criação nos quais Deus trabalhou durante 6 dias e no sétimo dia descansou. As 24 polegadas da régua fazem alusão ao tempo, significando as 24 horas do dia que devem ser bem utilizadas pelo obreiro, destinando-as ao trabalho, ao repouso, aos exercícios físicos e mentais e à recreação, concomitante ao exercício da consciência aplicado em cada momento de sua vida – na claridade dos dias e na negritude das noites.

O exercício desta consciência possibilita ao indivíduo começar a exercer sua vontade, porém é a partir daí que aumenta a responsabilidade na escolha de suas ações e sobre a resultante destas. A autodisciplina exige que ele se mantenha íntegro e reto, obediente à Lei, à Regra, à Régua.

O homem, como templo sagrado no qual habita a Divindade deve compreender que a régua é o instrumento que norteia o plano edificante da obra cujo êxito na conclusão só será obtido se o obreiro seguir as regras de construção sob elevados princípios éticos e morais, pela humildade e solidariedade. Assim ele construirá seu eu espiritual vencendo suas fraquezas e limitações, pois aperfeiçoar-se significa para ele, disciplina no trabalho, desapego às paixões e ilusões criadas pela vaidade que corrói o espírito e destrói a alma.

Estabelecer uma analogia entre a régua e a consciência significa ao aprendiz esforçar-se na lapidação de sua pedra mental, sem pressa, com constância e firmeza, sempre atento aos umbrais que se lhe apresentam guardados por monstros ferozes que se alimentam dos dejetos de uma mente fraca e preguiçosa. A ferramenta não se basta sem habilidade e esta não se aplica sem a sabedoria.

Publicado originalmente no site http://www.lojademolay.rg3.net/