quarta-feira, 14 de março de 2007

AS ORIGENS DA MAÇONARIA - Parte 1

DOS MISTÉRIOS EGÍPCIOS À FRANCO-MAÇONARIA
Claudio Blanc

Ao pensar em "Maçonaria", a imagem mais comum que se concebe é a de uma sociedade secreta subversiva, com diversas ramificações no mundo todo e o intuito de derrubar as monarquias européias e acabar com o clero. Também se tende a pensar que essa Ordem surgiu na Europa do século 18, como resultado das revoluções culturais e científicas trazidas pelo Iluminismo. Essa idéia é, porém, apenas parcialmente verdadeira.

As origens da Maçonaria começam bem antes do que normalmente se imagina. A Ordem não nasceu com o nome pelo qual a conhecemos, nem no século 18 e, menos ainda, na Europa. Na verdade os fundamentos da Maçonaria estão presentes em diversas sociedades antigas, como na Índia pré-ariana, na religião dos mistérios no Egito e da Grécia, e também no Budismo e no Zoroastrismo. E foi graças aos símbolos dessas tradições místicas preservados até hoje que a filosofia maçônica pôde chegar ao presente.

É do Egito que a Maçonaria traz mais memórias. Como no Zoroastrismo, os iniciados adotaram o princípio da Luz e das Trevas em constante luta, evocado no mito de Ísis e Osíris. Da arquitetura egípcia, a Ordem absorveu os segredos da construção, que representam o princípio prático da Maçonaria, o "estar no mundo". Os construtores das pirâmides, os "pedreiros", ou masons – palavra que deu origem aos termos maçom e Maçonaria – , foram os primeiros a sistematizar e a transmitir, através do seu ofício e das suas práticas, os preceitos maçônicos. (continua)

Publicado originalmente na revista Vida & Religião Especial Maçonaria nº 1, edição de março de 2007.