Vejamos agora a Lei do Carma sob o prisma de recompensas e castigos. Com esse conhecimento o ser humano começa a sentir a Lei como ela é – produtora de lições futuras para o nosso aprendizado. Neste caso, à medida que evoluímos, seremos recompensados ou penalizados pelo que produzimos anteriormente – em termos de benefícios pelos carmas positivos e oportunidades de correção para os erros cometidos e somente em último caso a punição, se a correção não for realizada.
É interessante ressaltar que sempre levamos vantagens durante esse processo de aprendizagem, pois outra Lei, a da Evolução se encarrega de aumentar o bem a ser recebido e amenizado ou perdoado o castigo a ser sofrido – pois tudo evolui para o bem do ser humano e da humanidade.
Falemos agora como equilibrar, esgotar os nossos carmas. É sabido que a Lei de Talião foi aplicada muito nos primórdios de nossa civilização e era devido às necessidades de evolução, na qual estavam em cena seres primitivos, selvagens que só entendiam a lei do “olho por olho”, do “dente por dente” e não tinham a capacidade para compreender as lições, de realizar as correções e assim por diante.
Hoje, após muitas reencarnações e aprendizados, o ser humano já tem capacidade de discernimento e também muitos carmas acumulados tanto positivos como negativos. Neste caso, a Lei funciona como o fiel de uma balança, promovendo o devido e necessário equilíbrio entre os pratos. Assim sendo, os místicos quando forem recompensados por um carma positivo deveriam esforçar-se em produzi-los mais, aumentando cada vez mais o lado positivo da balança.
Quanto aos carmas negativos, assim que tiver consciência de que cometeu algum erro deveriam alquimizar aqueles pensamentos e vontades, fazer as devidas correções, aliviar os sofrimentos causados e pedir perdão ao Cósmico pela ação destoante e sempre que tiver oportunidade, proceder de forma construtiva em assuntos daquela natureza – isso significa que aprenderam as lições.
Finalmente, meus Irmãos, aconselhamos a ter sempre essa compreensão sobre a Lei do Carma. Não fiquem preocupados com os carmas acumulados, basta agirmos de acordo com a nossa consciência, pois expressa a Vontade do Eu Interior – o Deus do nosso coração que certamente está harmonizado com o Plano da Criação.
Lembrem-se que em nossa labuta sempre encontramos facilidades e adversidades. O homem de boa vontade segue seu destino compreendendo-as, sem ser perturbado, pois sabe que quem vai em direção à luz vai adquirindo mais luminosidade e quando defronta-se com as trevas, doa-lhes um pouco de luz.
Publicado originalmente no Informativo Bourguinhon nº 16, edição de outubro de 2004.