segunda-feira, 28 de maio de 2007

O LIVRE-ARBÍTRIO - Parte 1

Ir.: José Dias de Oliveira

Desde que ingressei na Ordem Maçônica, e já faz bastante tempo, tenho ouvido falar em livre-arbítrio. Com o passar do tempo nas lides maçônicas pude constatar que não é tão fácil você usar o livre-arbítrio, pois ele depende de muitos fatores para que você possa aplicá-lo em toda sua plenitude e com plena consciência do que está fazendo. E nossa Ordem, com sua secular sabedoria, nos ensina e nos dá os elementos necessários para tanto.

Assim, desde nossa iniciação, a Ordem nos propõe, nos provoca a responder uma pequena pergunta: "Quem sou eu?". E nós, para respondermos essa pergunta, vamos buscar a resposta dentro de nós mesmos, ao usarmos com sabedoria os instrumentos que a Ordem põe à nossa disposição para que possamos desbastar a nossa pedra. Livrando-a de todas asperezas representadas pelos vários vícios, principalmente o orgulho e às vezes as injustiças que cometemos, para que com o amor, as virtudes e principalmente a razão sobrepujando o coração, possamos chegar ao conhecimento de nós mesmos e possamos agir com segurança e sabedoria.

Como dissemos acima, o livre-arbítrio pleno depende de vários fatores, os quais passamos a enumerar. O primeiro deles é a auto-estima, que pode ser conceituada como a experiência de ser competente para lidar com os desafios básicos da vida e de sentir ser merecedor da felicidade, e a confiança na própria capacidade de aprender, tomar decisões, fazer escolhas apropriadas na vida.

Alguns pontos são essenciais para construir a auto-estima: viver conscientemente, auto-aceitação, senso de responsabilidade e integridade pessoal. (continua)

Publicado originalmente no Informativo Bourguinhon n.º 12, edição de junho de 2004.