segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

OS TRÊS PONTINHOS - parte 1

Ir.: Lyrio Bravim

Os maçons usam normalmente, após a assinatura, os três pontinhos em forma triangular, isto é, dois em baixo e um em cima, no centro, de forma que se os ligássemos por linhas teríamos um triângulo equilátero. Eles representam uma forma de identificação muito comum entre os maçons, no entanto, deve-se tomar cuidado porque há quem não seja maçom que também os usa.

A adoção dos três pontinhos, após a assinatura, segundo Luiz Prado, em seu livro "Roteiro para o quarto de hora de estudos", se deu no século XVI, na Espanha, pelos Alumbrados, uma organização que precedeu o Iluminismo. Tudo se passou quando a Inquisição combateu os Alumbrados com a ferocidade e despotismo, e para se protegerem das indiscrições perigosas, os adeptos se comunicavam com o uso de abreviaturas seguidas dos três pontinhos.

Quando o Iluminismo se agigantou no século XVII, seus adeptos usavam o mesmo processo para se comunicar, isto é, palavras abreviadas seguidas dos três pontinhos. Assim é que a partir de 1774, o Grande Oriente da França oficializou o uso dos três pontinhos, se apoderando da idéia dos iluministas, e por meio de pranchas foi comunicado a sua adoção por todos os maçons e lojas a si filiadas. Há no entanto notícias de que o uso dos três pontinhos vem da arte hieroglífica dos egípcios, muitos séculos antes de Cristo, e que foi também disseminado na Grécia e Roma, naquela época.

Como se pode concluir, há dúvidas quanto a sua adoção e origem, mas o que é certo é que os maçons usam-nos nas suas assinaturas como símbolo das três qualidades indispensáveis ao bom maçom: VONTADE, AMOR e INTELIGÊNCIA. (continua)

Publicado originalmente no Jornal Esotera nº 8, edição de agosto de 1998.