IIr.: José Carlos Rocha de Oliveira e Anderson da Silva
Freitas
A meditação é a arte da atenção, do silêncio e relaxamento, encontra-se no meio de dois pólos: a concentração e a contemplação. A meditação é associada a religiões orientais, a origem é desconhecida, há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade e tem sido parte de todas as grandes religiões e tradições antigas: hinduísmo, islamismo, judaísmo, budismo e cristianismo. A Meditação desenvolveu-se em várias culturas diferentes, o mais antigo relato surgiu no Egito, foi amplamente difundida na Índia, há até relatos da prática da Meditação até entre os Maias.
Ao falamos sobre meditação, é automático recorrermos aos relatos de tradições filosóficas orientais, uma vez que foram as culturas chinesa e hindu que melhor relataram e descreveram as práticas meditativas durante a história da civilização.
A Meditação apesar de ser associada a questões espirituais, pode ser praticada como instrumento para o desenvolvimento pessoal e não religioso. Alguns seres humanos sempre buscaram algo que vai alem do material. A meditação é uma ferramenta para buscar o conhecimento interior, é conseguir ver alem do pensamento.
A nossa pesquisa visa o nosso crescimento e aperfeiçoamento, assim optamos por falar sobre a Meditação de Introspeção, que é o ato pelo qual o homem observa os conteúdos de seus próprios estados mentais, criando consciência deles, ela foi ensinada há cerca de 2.500 anos na Índia por Siddhartha Gautama Buddha, o Buda, embora não esteja ligada diretamente ao budismo ou a qualquer outra religião, podendo ser praticada por qualquer pessoa independente da religião.
A Meditação da Introspecção ou da Percepção opera em dois níveis: no nível psicológico e no nível espiritual.
No nível psicológico inicialmente a meditação ajuda a chegar a um acordo com os nossos estados mentais negativos. Aprendendo a observar atentamente as nossas variações de humor e aceitando-as, iremos conhecer os nossos “EUS” secretos: os estados mentais de raiva, culpa, ansiedade, tristeza e depressão. A meditação nos ensina como lidar com todos eles. Estando consciente desses estados, não tentando fugir deles e aceitando-os realmente como são. Isto significa tentar não ampliar os nossos estados negativos e controlar nossas emoções. Desenvolvendo a conscientização e a observação, nós permitimos que os estados mentais sejam eles mesmos. Então experimentamos por nós mesmos exatamente o que o Buda ensinou: observando e vigiando os estados negativos da mente, eles perdem energia, enfraquecem gradativamente e após um tempo extinguem-se completamente.
No nível espiritual, como o processo de purificação da mente continua, com a concentração e a conscientização, surge então a sabedoria intuitiva e começamos a ver a natureza real da mente. Percebe-se e compreende-se as características da vida humana: sua insatisfatoriedade essencial e sua natureza impermanente.
O que é a verdade? Existe uma lenda, que não sei a origem, de que a verdade foi enviada por Deus em forma de um gigantesco espelho, e quando o espelho estava chegando a face da Terra quebrou-se, partiu-se em incontáveis pedaços que se espalharam por todos os lados. As pessoas sabiam que a verdade era o espelho, mas não sabiam que ele havia se partido. Por esta razão, as pessoas que encontravam um dos pedaços acreditavam que possuíam a verdade absoluta, quando na verdade possuíam apenas um pedaço. Entretanto, o comodismo e o egoísmo de alguns seres humanos, “que criaram verdades absolutas” não permitem a descoberta da verdade pela humanidade. Ao longo de todas as instruções do Grau 1 ao Grau 2, aprendemos que a verdade absoluta só pertence ao G.:A.:D.:U.:, e que ele a revela ao homem na medida que ele esteja apto a conhecê-la, como se juntássemos os pedaços daquele grande espelho. Assim, a verdade é conquistada e ninguém pode guardá-la só para si.
Dessa forma ao meditar sobre a verdade o ser humano tem a primeira dúvida: De onde viemos? Inicialmente aprendemos a reconhecer a Unidade do Princípio da Vida, a Dualidade de sua manifestação nos pares dos opostos e complementares e a Lei do Ternário que fecunda esta Dualidade e reproduz ao infinito essa mesma Unidade na Multiplicação da criação.
Ao companheiro compete buscar uma satisfatória resposta a segunda pergunta da Esfinge: quem somos? Segundo o Dicionário Oxford, a palavra Esfinge teria a sua origem no grego, "sfiggo" que significa "estrangulador". A grande pirâmide de Gizé (Quéops) era provavelmente um dos templos de iniciações, é plausível que lá contivesse mensagens das ciências físicas enquanto que na Esfinge contivesse informações sobre as ciências humanas. A Esfinge do mito grego, segundo Junito Brandão, é a alma dos mortos que não foram enterrados, ela tem as mesmas características físicas da Esfinge egípcia, o que muda é que os gregos identificam essa cabeça humana, como sendo de mulher. Na tragédia de Sófocles, a Esfinge surge para impedir que alguém saia ou entre em Tebas, no período em que esta cidade fora assolada por uma peste. A Esfinge não é a provocadora da peste, ela apenas se direciona aos locais onde surge a peste; com a finalidade de se postar à entrada da cidade; para assim devorar aqueles que não conseguissem decifrar o seu enigma. Édipo, ao seguir para Tebas, encontra a Esfinge e com bastante coragem, aceitou o desafio de decifrar o enigma. A Esfinge então perguntou: - Qual é o animal que de manhã anda com quatro pés, ao meio dia com dois e à noite com três? Édipo, decifrou o enigma, afirmando ser a resposta certa "o homem". Pois o homem engatinha na infância, anda ereto na juventude e com a ajuda de uma bengala, na velhice. A Esfinge sentiu-se tão ofendida e humilhada ao saber que ele teve a capacidade de decifrar o enigma, que resolveu se atirar do alto do rochedo e acabou morrendo; enquanto que Édipo seguiu o seu caminho, e por ter livrado a cidade da Esfinge, recebeu em troca o trono de Tebas e tomou a rainha como esposa. A resposta dada por Édipo à Esfinge simboliza as três grandes perguntas feitas em todos os tempos pela humanidade: "De onde viemos (cosmologia), quem somos (ontologia) e para onde vamos (escatologia)"; e não apenas a infância, a idade madura e a velhice.)
Dessa forma descobrimos um dos primeiros pedaços do “espelho” (conhece-te a ti mesmo!), e nesta descoberta, que deve ser individual para que seja satisfatória, não pode oferecer lhe nenhuma ajuda os diferentes dogmas e crenças, positivas ou negativas, pelos quais as religiões e ciências profanas só adormecem as consciências.
Na mitologia Greco-romana, é como com a peneira em Elêusis ( ritual agrícola que simbolizava a vida após a morte) - que separavam os grãos amarelos do trigo (consagrados a Ceres – na Grécia, Deméter era a Deusa Mãe da colheita, relacionada à fartura da terra e diretamente ao trigo, que simboliza a civilização) das negras sementes de papoula (consagradas a Morfeu – Deus Grego relacionado ao mundo dos sonhos), assim compete ao Companheiro discernir claramente entre a clara semente da Verdade que conduz a fonte de Mnemosine, a memória ou conhecimento da Realidade, com cuja bebida se consegue a imortalidade, e a negra semente do erro que conduz ao Letes, a Fonte do esquecimento que produz a morte da consciência, sepultada na ilusão da matéria. A relação da Verdade com a memória e, do erro com o esquecimento de nossa própria natureza divina, está muito claramente ilustrada pela palavra que se usa em grego para expressar a Verdade, ALETHEIA, literalmente "não esqueço".
Aprendemos que somos as manifestações da Vida Divina, que busca constantemente uma perfeita expressão de si mesma em nossa consciência e personalidade, em tudo o que somos e fazemos. Por esta razão, toda nossa vida e atividade é um esforço construtor que, uma vez bem dirigido, se resolve num conjunto harmônico que revela uma arquitetura particular, que bem pode chamar-se de nosso Templo Interior.
Esta alegoria que considera ao ser humano e a sua vida e atividade como um Templo, é histórica. Encontramos particulares referências sobre a mesma nos Evangelhos.
Para o Cristianismo, Jesus fala muitas vezes de seu corpo como de um Templo, e promete reconstruí-lo em três dias depois de sua destruição, São Paulo faz referência a esse mesmo Templo em sua primeira epístola aos Corintios (3-16) nos termos seguintes: "Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus mora em vós?". A busca pela verdade começa no estilo de vida integro e correto, não importando a dificuldade decorrente disso.
Assim, devemos absorver os melhores ensinamentos de cada religião ou tradição, já que eles são apenas pedaços de uma grande verdade e meditando sobre tudo isso podemos criar um reflexo do que somos.
A sexta instrução ensina a árdua tarefa de buscar a verdade em todas as coisas, utilizando a meditação como principal ferramenta. Podemos aceitar que surgimos de um desejo divino. O que somos é simples, já que podemos aprender e modificar nossas idéias e ideais. Já o nosso fim, é justamente aquilo que decidimos fazer. Devemos conhecer nossos erros, controlar nossas emoções, tolerar as diferenças e aceitar que cada ser possui uma chama divina. Isto é, cada um possui um Deus interno, uma verdade própria e ao descobrir essa verdade estamos nos aproximando do G.:A.:D.:U.:.
Meditação é um período de tempo que guardamos todos os dias para acalmar a nossa mente. Meditação é uma maneira de diminuirmos o passo, relaxarmos e entrarmos em contato com a parte eterna do nosso ser. No começo da meditação, os pensamentos ficam mais lentos, vindo a parar por completo eventualmente. O ponto mais alto da meditação é quando a mente se une completamente com mundos de perfeita luz. A meditação recarrega nossas energias e nos ajuda a entrar em contato com o nosso ser interior. Sua prática nos traz mais clareza para compreendermos nossa vida diária, para assim podermos determinar mais facilmente o que é correto e benéfico para nós. A meditação nos traz felicidade e energia, nos dando força também para realizar as coisas cotidianas, pois sua prática nos conecta com a força do universo.
"Meditação é a ponte entre este e todos os outros níveis de consciência, a prática da meditação lhe traz consciência da sua natureza eternamente iluminada. Pela prática da meditação você verá que a natureza verdadeira do seu eu real, o corpo de luz, é felicidade eterna!”. - Rama
A resposta para os mistérios da vida encontra-se dentro do próprio homem. Todo ser humano possui, no mais íntimo de si, um conhecimento universal, muito profundo e oculto, no qual estão refletidos como em um espelho todos os mistérios da natureza e do Cosmos.
Assim, devemos absorver os melhores ensinamentos de cada religião ou tradição, já que eles são apenas pedaços de uma grande verdade e meditando sobre tudo isso podemos criar um reflexo do que somos.
A sexta instrução ensina a árdua tarefa de buscar a verdade em todas as coisas, utilizando a meditação como principal ferramenta. Podemos aceitar que surgimos de um desejo divino. O que somos é simples, já que podemos aprender e modificar nossas idéias e ideais. Já o nosso fim, é justamente aquilo que decidimos fazer. Devemos conhecer nossos erros, controlar nossas emoções, tolerar as diferenças e aceitar que cada ser possui uma chama divina. Isto é, cada um possui um Deus interno, uma verdade própria e ao descobrir essa verdade estamos nos aproximando do G.:A.:D.:U.:.
Meditação é um período de tempo que guardamos todos os dias para acalmar a nossa mente. Meditação é uma maneira de diminuirmos o passo, relaxarmos e entrarmos em contato com a parte eterna do nosso ser. No começo da meditação, os pensamentos ficam mais lentos, vindo a parar por completo eventualmente. O ponto mais alto da meditação é quando a mente se une completamente com mundos de perfeita luz. A meditação recarrega nossas energias e nos ajuda a entrar em contato com o nosso ser interior. Sua prática nos traz mais clareza para compreendermos nossa vida diária, para assim podermos determinar mais facilmente o que é correto e benéfico para nós. A meditação nos traz felicidade e energia, nos dando força também para realizar as coisas cotidianas, pois sua prática nos conecta com a força do universo.
"Meditação é a ponte entre este e todos os outros níveis de consciência, a prática da meditação lhe traz consciência da sua natureza eternamente iluminada. Pela prática da meditação você verá que a natureza verdadeira do seu eu real, o corpo de luz, é felicidade eterna!”. - Rama
A resposta para os mistérios da vida encontra-se dentro do próprio homem. Todo ser humano possui, no mais íntimo de si, um conhecimento universal, muito profundo e oculto, no qual estão refletidos como em um espelho todos os mistérios da natureza e do Cosmos.
O contato com esse conhecimento superior, que pode se dar de maneira fortuita ou contínua, juntamente com todas experiências e fenômenos que dele decorrem, é precisamente o que os místicos de todos os tempos denominam de iluminação. Ao contrário do que se deve pensar, tal contato é possível para qualquer pessoa, desde que esteja preparada adequadamente. Descobrir esse potencial dentro de si mesmo é fundamental. Nunca foi tarefa fácil, porém é factível desde que se conheça o método e a didática mediante a qual esse autodescobrimento possa acontecer.
Fazer com que o homem encontre e expresse o seu tesouro íntimo, cuja idéia sempre esteve presente nos mitos e lendas das distintas culturas que surgiram sob a face da Terra, foi, é, e sempre será o mais profundo elo das autênticas doutrinas religiosas. Nelas podemos encontrar, valendo-se de uma correta orientação, toda uma ciência capaz de conduzir o ser humano, por um caminho que leva desde a mais profunda ignorância e impotência, até os cumes da sabedoria e da felicidade fazendo com que o mesmo tenha uma visão clara do que é a criação, a vida e sua relação com o Universo.
Fazer com que o homem encontre e expresse o seu tesouro íntimo, cuja idéia sempre esteve presente nos mitos e lendas das distintas culturas que surgiram sob a face da Terra, foi, é, e sempre será o mais profundo elo das autênticas doutrinas religiosas. Nelas podemos encontrar, valendo-se de uma correta orientação, toda uma ciência capaz de conduzir o ser humano, por um caminho que leva desde a mais profunda ignorância e impotência, até os cumes da sabedoria e da felicidade fazendo com que o mesmo tenha uma visão clara do que é a criação, a vida e sua relação com o Universo.
