terça-feira, 10 de setembro de 2013

O candelabro de três luzes

Ir.: Peterson Sherman Mendes Mello A.’.M.’. 

“As luzes da oficina são o Ven.’.Mestre, o 1º Vigilante e o 2º Vigilante, só eles possuem luzes simbólicas. Nas outras mesas, as dignidades e oficiais que por dever de ofício tem que lidar com papéis e livros, lendo-os ou escrevendo – o caso do Orador, do Secretário, do Tesoureiro e do Chanceler - , costumam colocar luminárias só em suas mesas, apenas para facilitar a leitura, mas tal luz não tem qualquer significado simbólico. Lamentavelmente, porém, alguns “achistas” – e eles existem às pencas  - resolveram colocar a sua  colher  torta nesse angu e acharam lindo colocar uma lampadazinha sobre cada uma dessas mesas, o que é um absurdo.”  (José Castellani – o Rito Escocês Antigo e Aceito – Editora  Trolha)

É absolutamente correto, em Loja de Aprendiz, o acendimento de apenas uma luz em cada altar das luzes, entretanto, em um candelabro de três braços, deste modo, não só, porque se mantém a alegoria contida na sétima instrução, mas, principalmente porque há procedimentos diferentes de acendimentos de luzes pra cada grau. Em Loja de Aprendiz se acendem três luzes:  uma no altar do Ven.’. Mestre, outra no altar do 1º Vig .’. e a terceira no altar do 2º Vig .’. , Oriente e Meio–dia , todas no braço central de candelabro de três braços. Em outros graus o acendimento é diferente e a razão facilmente é compreendida. A Loja de grau inferior é menos iluminada que a de grau superior  - iluminação inerentemente  referencial ao conhecimento, ao progresso, à ascensão.

Diga-se de passagem, que castiçal só pode ser de uma luz, se houver ramificações pra duas ou mais luzes, designa-se candelabro.  A bem da verdade, luzes da loja são os três dignitários que a governam – o Ven.’. Mestre e os VVig .’. .

VENERÁVEL MESTRE

É o símbolo da sabedoria; por conseqüência, tal condição promove-o ao mais alto dirigente da Oficina, tornando-se o responsável pela administração geral da Loja, por isso é o portador do Primeiro Malhete, senta-se no Oriente, na cadeira do centro da mesa, denominado de “ Trono de Salomão”.  A sua Jóia é o Esquadro, pois representa a retidão nas decisões.

1º VIGILANTE

Portador do Segundo Malhete, simboliza a Força, do qual se exsurge a energia positiva e o vigor que impulsiona à continuidade dos Trabalhos da Loja. Sua Jóia é o Nível Maçônico, representa a igualdade social. Seu lugar em Loja é no Ocidente, ao Norte.  O 1º Vigilante é o assessor direto do Venerável Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo. Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Aprendizes.

2º VIGILANTE

Portador do Terceiro Malhete, o 2º Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Companheiros, assim como é encarregado de substituir o 1º Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável Mestre em sua Coluna por intermediação do 1° Vigilante.  No Ocidente ao Sul é onde tem assento, em paralelo ao 1º Vigilante.  A sua Jóia é o Prumo que representa a independência, a dignidade, a altivez e imparcialidade dos justos, pois a perpendicular não pende, como acontece com as oblíquas.   Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos.

É por isso que suas mesas são ornadas com luzes representativas  - alusivas ao Sol, à Lua e a Estrela Flamejante. Orador e Secretário não são luzes da loja, muito menos Tesoureiro e Chanceler, pois estes nem sequer dignitários são; por que luzes simbólicas em suas mesas, pois também, nem sequer altares são?   Podemos notar que o Mestre de Harmonia tem em sua mesa de som uma pequena lâmpada elétrica para auxiliá-lo na visão dos comandos dos equipamentos e na leitura dos títulos dos discos ou fitas magnéticas, e, assim melhor conduzir a coluna da harmonia.  Desse modo, fazia-se em tempos passados com a mesa do Orador, do Secretario, do Tesoureiro e do Chanceler, oficiais com funções de escrituração; precisam de iluminação em suas mesas. Com o tempo essas luzes foram se integrando as luzes simbólicas da loja e, por fim, enxertadas nos rituais sem nenhum esclarecimento, ou melhor, fundamento.

O que representam os candelabros  de três luzes  que estão em cima dos altares?

Os candelabros de três luzes representam os três aspectos do logos, a trindade divina manifestada no poder do Pai, na solicitude do Filho e na sabedoria do Espírito Santo, que devem presidir os trabalhos da Loja.