Ir.: Peterson Sherman Mendes Mello A.’.M.’.
É absolutamente correto, em Loja
de Aprendiz, o acendimento de apenas uma luz em cada altar das luzes,
entretanto, em um candelabro de três braços, deste modo, não só, porque se
mantém a alegoria contida na sétima instrução, mas, principalmente porque há
procedimentos diferentes de acendimentos de luzes pra cada grau. Em Loja de Aprendiz
se acendem três luzes: uma no altar do Ven.’.
Mestre, outra no altar do 1º Vig .’. e a terceira no altar do 2º Vig .’. , Oriente
e Meio–dia , todas no braço central de candelabro de três braços. Em outros
graus o acendimento é diferente e a razão facilmente é compreendida. A Loja de grau
inferior é menos iluminada que a de grau superior - iluminação inerentemente referencial ao conhecimento, ao progresso, à
ascensão.
Diga-se de passagem, que castiçal
só pode ser de uma luz, se houver ramificações pra duas ou mais luzes,
designa-se candelabro. A bem da verdade,
luzes da loja são os três dignitários que a governam – o Ven.’. Mestre e os VVig
.’. .
VENERÁVEL MESTRE
É o símbolo da sabedoria; por conseqüência,
tal condição promove-o ao mais alto dirigente da Oficina, tornando-se o
responsável pela administração geral da Loja, por isso é o portador do Primeiro
Malhete, senta-se no Oriente, na cadeira do centro da mesa, denominado de “
Trono de Salomão”. A sua Jóia é o
Esquadro, pois representa a retidão nas decisões.
1º VIGILANTE
Portador do Segundo Malhete,
simboliza a Força, do qual se exsurge a energia positiva e o vigor que
impulsiona à continuidade dos Trabalhos da Loja. Sua Jóia é o Nível Maçônico,
representa a igualdade social. Seu lugar em Loja é no Ocidente, ao Norte. O 1º Vigilante é o assessor direto do
Venerável Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete
e a recebe de igual modo. Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos
Aprendizes.
2º VIGILANTE
Portador do Terceiro Malhete, o
2º Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de
Companheiros, assim como é encarregado de substituir o 1º Vigilante em sua
ausência e de transmitir as ordens do Venerável Mestre em sua Coluna por
intermediação do 1° Vigilante. No
Ocidente ao Sul é onde tem assento, em paralelo ao 1º Vigilante. A sua Jóia é o Prumo que representa a
independência, a dignidade, a altivez e imparcialidade dos justos, pois a
perpendicular não pende, como acontece com as oblíquas. Este instrumento é composto de um peso,
geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve
para se verificar a verticalidade de objetos.
É por isso que suas mesas são
ornadas com luzes representativas -
alusivas ao Sol, à Lua e a Estrela Flamejante. Orador e Secretário não são
luzes da loja, muito menos Tesoureiro e Chanceler, pois estes nem sequer
dignitários são; por que luzes simbólicas em suas mesas, pois também, nem
sequer altares são? Podemos notar que o
Mestre de Harmonia tem em sua mesa de som uma pequena lâmpada elétrica para
auxiliá-lo na visão dos comandos dos equipamentos e na leitura dos títulos dos
discos ou fitas magnéticas, e, assim melhor conduzir a coluna da harmonia. Desse modo, fazia-se em tempos passados com
a mesa do Orador, do Secretario, do Tesoureiro e do Chanceler, oficiais com
funções de escrituração; precisam de iluminação em suas mesas. Com o tempo
essas luzes foram se integrando as luzes simbólicas da loja e, por fim,
enxertadas nos rituais sem nenhum esclarecimento, ou melhor, fundamento.
O que representam os
candelabros de três luzes que estão em cima dos altares?
Os candelabros de três luzes
representam os três aspectos do logos, a trindade divina manifestada no poder
do Pai, na solicitude do Filho e na sabedoria do Espírito Santo, que devem
presidir os trabalhos da Loja.
