Na casa dos Templários em Paris, novamente o rei foi ajudado. Desta feita, em 1306, sob a gestão de De Molay, onde obteve asilo quando a multidão desejou matá-lo o que pareceu avivar a cólera do rei contra a célebre Cavalaria, que jurou exterminar.
Um dia, o rei Felipe, solicitou pertencer à Ordem e não conseguiu, não obstante seus esforços, pois a Constituição da Ordem não era em nenhum momento política. Para vingar-se do que ele considerou uma afronta, já que também sentia o amor próprio ferido por haver sido salvo em 1306, quando os Templários poderiam tê-lo abandonado à sua sorte, entretanto o protegeram do furor popular, que o perseguia, Felipe decidiu acabar com os Templários. Assim, no princípio de setembro de 1307, de sua própria residência o rei dirigiu cartas de próprio punho às províncias com a ordem de aprisionar todos os Templários.
Não obstante, na véspera de sua prisão, em 12 de outubro de 1307, De Molay assiste na presença do rei Felipe, aos funerais da neta de Balduíno II, Imperador de Constantinopla. No dia seguinte, o Grande Mestre Jacques De Molay foi preso no Templo com 140 dos seus Cavaleiros, enquanto no mesmo dia o rei se instalava num lugar adequado para supervisionar o inventário dos bens de seus capturados.
O processo começou imediatamente com todos os horrores conhecidos: falsos depoimentos, confissões arrancadas por torturas, violências e outras formas absurdas, prolongando-se os tormentos por quatro anos, isto é, de 13 de outubro de 1307 até 13 de abril de 1311. (continua)
Trabalho apresentado na Augusta e Respeitável Loja Simbólica De Molay 38 nº 81 em 5 de julho de 1985.
