HISTÓRICOEm trabalho de pesquisa elaborado pelo Respeitabilíssimo Irmão Milton Chuckster, ex-Grão Mestre da M. R. Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul consta que “em ritual de 1762 há uma nota que diz ser o Livro da Lei aberto em II – Pedro, Capítulo I, Versículos 9 e 10, para o grau de Aprendiz”; e mais, que “de acordo com o outro ritual, do mesmo período, deveria ser aberto em João, Capítulo I e tão somente durante o Juramento do 1º Grau”; e continua, “Já no Ritual de Gilkes, oriundo de 1819, nenhum lugar especial para abertura é estipulado, o mesmo sucedendo no Ritual intitulado Perfect Ceremonies de 1870; e Inman diz que no ritual denominado Emolucion, o Livro da Lei é aberto ao acaso”. E continua o Respeitabilíssimo Irmão Milton Chukster, estudioso e conhecedor não dos assuntos bíblicos somente, mas de Maçonaria, “no Condado de Yorkshire, pelo menos em suas mais antigas Lojas, é costume abrir o Livro da Lei no Salmo 133, Versículos 1, 2 e 3”.
De conformidade com outros rituais, a Bíblia deve ser aberta no Novo Testamento em João, Capítulo I, Versículos 1 a 5, que diz sobre o triunfo da luz sobre as trevas:
“No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada foi feito.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
E a luz resplandece nas trevas e as trevas não o receberam (conheceram)”.
Como se vê, muitas controvérsias existiam a respeito da aplicação dos textos do Livro da Lei nos trabalhos Maçônicos, pelo fato da liberdade no seu uso, através dos tempos. As Grandes Lojas Brasileiras foram fundadas, dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito, que é o mais exigente neste particular, fazendo com que os Grão-Mestres reunidos em Mesa Redonda (antiga denominação das atuais Assembléias Gerais da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil), realizada ao Oriente do Rio de Janeiro, em junho de 1952, fixassem os pontos condizentes com os graus simbólicos, aprovando como básica a tradução do Padre João Ferreira de Almeida, editada pela Sociedade Bíblica do Brasil, na parte denominada: “A Excelência do Amor Fraternal”, Salmo 133, Versículos 1, 2 e 3 no Grau de Aprendiz. De imediato, pelo Decreto nº 406 de 24.07.52, após a realização da 31ª Assembléia Geral da M. R. Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul, o ex-Grão-Mestre, Respeitabilíssimo Irmão Nelson Barcellos da Viga, ratificou o aconselhamento daquela Mesa Redonda. (continua)
Esta Peça de Arquitetura foi elaborada em 22.04.1964, em companhia do saudoso Respeitável Irmão Samuel Herbert Jones, P. M., e hoje, depois de ampliada e revisada, reeditamos em sua homenagem. Do livro “UMA LOJA SIMBÓLICA”, Irmão Walnyr Goulart Jacows, Or.: de Porto Alegre.