domingo, 30 de março de 2008

OS TRÊS PONTINHOS - parte 2

Ir.: Lyrio Bravim

Deixemos de lado essas interpretações adotadas por autores conhecidos e vejamos o que diz a Cabala Hebraica. Em primeiro lugar, os autores religiosos que nos legaram escrituras sagradas sempre o fizeram de forma que as peças escritas poderiam ser interpretadas de forma Literal, Esotérica e Divina.

A forma literal pode ser absorvida por qualquer leigo e traz uma descrição contemporânea e materialista do texto, conforme a época; a forma esotérica só pode ser absorvida pelos iniciados, que pelo estudo profundo e percepção espiritual se dão conta da moral dos textos; e, finalmente a interpretação divina só é possível quando o indivíduo atinge o estágio de Iluminado, tendo como característica não escrever nada e sim fazer por fazer.

Os iluminados são verdadeiros veículos das ações e da vontade do Ser Divino e não necessitam deixar nada escrito, pois os seus seguidores o farão certamente, como aconteceu com Cristo que veio ao mundo para pregar a Boa Nova, "a nova e eterna aliança", e seus discípulos e seguidores transcreveram no Evangelho a sua mensagem.

Pois bem, a Cabala Hebraica tem como base o alfabeto hebraico constituído de 22 letras, todas consoantes. Cada letra tem três funções: exprime um hieróglifo, um número e uma idéia. Como se pode verificar, se cada letra tem três funções, o seu agrupamento ou palavras certamente é uma fusão de funções que, segundo regras especiais, se tornam sagradas. Destas palavras sagradas, as mais importantes são os nomes divinos. Cada um exprime um atributo do G.'.A.'.D.'.U.'., isto é, uma lei ativa na natureza e um centro universal de ação. (continua)

Publicado originalmente no Jornal Esotera nº 8, edição de agosto de 1998.